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Para o futebol, existe sim o American Dream

Para o futebol, existe sim o American Dream

Com a opção de melhores salários e nível de jogo, a MLS oferece oportunidades para jogadores centro-americanos crescerem em todos os sentidos.

A quantidade de jogadores centro-americanos na Major League Soccer aumentou 33,3% nos últimos cinco anos. Países como Costa Rica, Honduras e Panamá se encontram no top 10 com maior representação no futebol estadunidense, que passou a receber de 24 jogadores de cinco nações em 2013, para 32 que atualmente estão registrados na MLS.

Como falamos, a MLS é a Liga que mais aporta atletas para a Copa Ouro 2017 com 48 jogadores em 8 seleções.

Roger Espinoza, que alcançou o American Dream aos 12 anos, quando pisou em solo Yankee, é atualmente o jogador da América Central que tem o melhor salário da MLS.

Um estudo da Federação Internacional de Jogadores Profissionais indica que, na Costa Rica, o salário máximo para um jogador de futebol pode chegar aos 60 mil dólares mensais, enquanto que o salário médio está entre 300 e 600 dólares por mês para a maioria dos jogadores das ligas locais.

Em Honduras, os melhores salários podem chegar até 10 mil dólares mensais, enquanto na Guatemala existe um teto de 8 mil dólares, tendo em conta que 55% dos jogadores recebem menos de 3 mil dólares ao mês.

Com isso, a MLS tem se mostrado, cada vez mais, a melhor oportunidade de trabalho, esportiva e salarial para jogadores de países centro-americanos.

A competição que mais mescla nacionalidades no continente, onde a metade dos jogadores são estrangeiros, encontrou na diversidade dos jogadores da América Central, os melhores embaixadores para o seu desenvolvimento.

Roger Espinoza, do Sporting Kansas City, fica na 33ª posição quando falamos de valores de salários da Liga. Segundo o Major League Soccer Players Union, o meio-campista hondurenho recebe 850 mil dólares por ano, o que o faz ser o único jogador da América Central a estar entre os 50 maiores salários da MLS.

Os acordos desses jogadores, em média, superam apenas um ano de contrato. Além disso, em seus países de origem sofrem com as questões de segurança, qualidade de vida e estrutura desportiva, que são inferiores às que encontram na Terra do Tio Sam.

O agente de jogadores centro-americanos, Hugo Alexander Alvarado, diz que a Copa Ouro é a melhor vitrine para jogadores da região.

Isso porque, em média, nas últimas três edições da Copa Ouro, cinco jogadores centro-americanos chegaram a MLS depois de sua participação no torneio de seleções da CONCACAF.

Assim como a América Central, será que em breve veremos mais jogadores sul-americanos aproveitando as oportunidades na principal liga de futebol dos Estados Unidos e Canadá? O que você acha?

Foto: Reuters

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