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Nos EUA, time da 4ª divisão arrecada mais de $740 mil em sua comunidade

Nos EUA, time da 4ª divisão arrecada mais de $740 mil em sua comunidade

O Detroit City FC, uma equipe americana criada em 2012 que disputa a National Premier Soccer League (NPSL), lançou uma campanha de arrecadação de fundos para a reforma e revitalização do Keyworth Stadium, na Hamtramck Public Schools’ em Hamtramck, Michigan.

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O plano da equipe é investir $3 milhões de dólares na renovação do estádio para cumprir com as exigências de ligas maiores como a USL e NASL, consideradas 3ª e 2ª divisões respectivamente, e que estão acima da NPSL.

Atualmente a equipe manda suas partidas no estádio da Cass Technical High School, mas por conta do público que toma conta das ruas em dias de jogo, a utilização do estádio está se tornando inviável.

Cass Technical High School
Cass Technical High School

Para se ter ideia, em 2014 a equipe teve média de público de 2.857 pessoas por jogo em um estádio que tem 2.500 assentos.

Segundo informações do próprio DCFC, esse projeto de arrecadação, foi o maior realizado na história do estado. A arrecadação alcançou a expressiva marca de $741.250.

A campanha teve início no dia 29 de outubro e durou 109 dias. O clube tinha como objetivo arrecadar entre $400 mil e $750 mil a fim de financiar as melhorias em seu estádio.

As cotas de colaboração variavam de $250 dólares a $50 mil dólares e mais de 400 pessoas contribuíram com o projeto por diferentes motivos, porém acreditando no investimento que estavam fazendo.

A renovação do estádio que tem 80 anos de idade e capacidade para 7 mil pessoas já começou e provavelmente estará pronta até maio de 2016, que é quando o time entra em campo para o início da temporada.

No projeto estão inclusos melhorias nas tribunas, reparação de grades do estádio, vestiários, todos os banheiros, iluminação, dentre outras coisas.

Keyworth Stadium
Keyworth Stadium

Diferentemente dos clubes considerados pequenos no Brasil, e aí talvez entre a questão cultural, o Detroit City FC deixou de reclamar aos 7 ventos que a situação era difícil e que não tinha receita, colocou a mão na massa e foi atrás da sua comunidade para ajudar na revitalização do estádio onde mandará seus jogos.

Soluções e alternativas existem de todos os lados, mas, os dirigentes dos pequenos e grandes clubes do futebol brasileiro, têm que deixar a forma velha e arcaica de ‘fazer futebol‘, abrir os olhos para o novo e entender que o cenário agora é totalmente diferente.

Caso não tirem a cabeça velha e cheia de teias de aranha de dentro da caixa para enxergar que as coisas mudaram, veremos cada vez mais equipes, principalmente as consideradas pequenas, desaparecendo do nosso futebol.

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