Share
Cobrindo um jogo da MLS no estádio pela primeira vez

Cobrindo um jogo da MLS no estádio pela primeira vez

No último final de semana, tive a chance de, pela primeira vez, viver uma experiência que pretendo repetir em muitas oportunidades no futuro: cobrir um jogo da MLS no estádio. A partida em questão foi o duelo entre Columbus Crew e Orlando City, realizado em Columbus, cidade onde vivo desde o fim do ano passado.

Atualmente, além de produzir conteúdo para o MLS Brasil, escrevo também para dois sites americanos sobre a Liga, um deles que cobre exclusivamente o Orlando City, chamado The Maneland, pelo qual fui enviado para fazer a cobertura da partida.

Após uma troca de e-mails com o departamento de comunicação do Columbus Crew durante a semana para confirmar o credenciamento e receber as orientações necessárias sobre a logística, segui para o Mapfre Stadium na tarde de sábado.

Cheguei lá por volta de 1h30 antes do início da partida, pouco após a apresentação de Kekuta Manneh, novo reforço do Crew. No portão indicado para o acesso dos jornalistas, recebi minha credencial após uma rápida checagem da minha identificação.

De lá, segui para a sala de imprensa do estádio, a press box, como é chamada aqui. O local, situado no setor superior do estádio, não é muito grande, mas deve acomodar com conforto cerca de 30 pessoas. Foi de lá que assistimos à partida (visão da sala no vídeo abaixo).

Cada jornalista credenciado tinha um espaço designado na bancada disponível e acesso a pontos de energia e internet, além de um vasto e bem elaborado material informativo sobre os dois times e a MLS, recheado de estatísticas.  O espaço é climatizado (no dia foi ligado o aquecedor, pois estava bem frio), dispõe de TVS transmitindo a partida e alimentação para os jornalistas (refeição, lanche e uma geladeira com bebidas).

Ao fim da partida, seguem todos para o local onde ficam os vestiários dos times para entrevistas. Pelo regulamento da MLS, o técnico do time da casa tem que estar disponível para atender a imprensa em no máximo 15 minutos após o fim da partida, o que Gregg Berhalter fez na sala de entrevistas coletivas do estádio.

Jason Kreis, do Orlando, atendeu a mim e aos outros quatro jornalistas que cobriam o time do lado de fora do vestiário de sua equipe. Ao fim de sua entrevista, fomos levados pela equipe de comunicação do Orlando City, que é chefiada pelo brasileiro Diogo Kotscho, para dentro dos vestiários, onde teríamos acesso aos jogadores.

Foi bastante interessante acessar o vestiário antes poucos minutos após o apito final. Do lado de dentro, pude ver as caras de poucos amigos do italiano Nocerino e do zagueiro Spector, claramente chateados pela derrota de 2 a 0 que o time havia sofrido, a primeira na temporada. Outros jogadores se dirigiam aos chuveiros, enquanto alguns grupos conversavam. O CEO do Orlando City, Alex Leitão, também brasileiro, foi outro a passar por lá.

Em poucos minutos, tivemos três jogadores disponibilizados para entrevista: o capitão Will Johnson, o atacante Giles Barnes e o lateral Scott Sutter, estreante da noite. Cada um falou por cerca de cinco minutos. As entrevistas foram feitas em uma espécie antessala do vestiário para preservar a qualidade do áudio que todos estavam gravando, pois dentro do vestiário havia muita gente conversando.

Ao fim das entrevistas, voltei à sala de imprensa para concluir meu trabalho. Foi uma experiência bastante interessante, que mais uma vez deixou clara a eficiência do esporte americano nos pequenos detalhes. Tudo correu de maneira ordeira e eficiente, permitindo a todos que realizassem seu trabalho sem nenhum tipo de inconveniente.

Deixe um comentário

comentários