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Atlanta, Los Angeles, o futuro da MLS e do futebol norte americano

Atlanta, Los Angeles, o futuro da MLS e do futebol norte americano

Em 16 de abril deste ano, a MLS oficializou que Atlanta será sede de uma equipe na Liga em 2017. O clube será de propriedade de Arthur Blank, dono do Atlanta Falcons da NFL, que terá pronto em 2017 um estádio para ambas equipes.

De acordo com a MLS, as conversas com Blank começaram em 2008 e o clamor popular por uma equipe na maior cidade do país facilitou a negociação.

Atlanta tem grande tradição esportiva, com clubes como os Braves de baseball em primeiro plano, os Falcons e os Hawks da NBA. Por isso, a popularidade do futebol tem grande expectativa de sucesso assim que a bola rolar.

Sem dúvida, as visitas da seleção mexicana – principal argumento a favor quando se fala em futebol na cidade – não garantem casa cheia quando jogar uma equipe da MLS. No entanto, o grupo proprietário deve tentar simular o que acontece em Seattle, onde os fãs dos Sounders sem mantém como uma das 40 maiores torcidas do mundo.

Atlanta começa de maneira similar aos Sounders, que no início contaram com o apoio dos Seahawks da NFL.

Los Angeles 2

A campanha do Chivas USA terminava e com ela chegava a sua saída da MLS, tão pronto, já nascia o Los Angeles Football Club. Ainda que oficialmente não sabemos o nome que levará a segunda equipe de Los Angeles em 2017, Los Angeles Football Club parece ser a razão social da nova franquia.

Na véspera do Halloween, a MLS anunciou que um grupo de mais de 20 pessoas, encabeçado por Henry Nguyen, seriam os encarregados pela operação do LAFC, Entre os proprietários, estão estrelas do esporte americano como Mia Hamm, Earvin “Magic” Johnson e Nomar Garciaparra, e ainda co-proprietários de clubes como o Roma da Itália e os Golden State Warriors da NBA.

A partir de 2017, não só deverão competir com LA Galaxy dentro da MLS, mas o LAFC precisa ser relevante dentro de Los Angeles, um dos mercados mais imponentes e competitivos do mundo.

O sucesso do clube não deve estar somente focado no futebol, mas mais do que isso, o LAFC tem a necessidade de responder favoravelmente às necessidades mercadológicas de uma cidade que tem dezenas de opções atraentes. Para se aproximar do Galaxy, a contratação de estrelas do futebol reconhecidas mundialmente, parece ser um dever do novo clube para se firmar.

O que vem depois?

Minnesota, Sacramento e Las Vegas fazem fila para poder receber a MLS de braços abertos. Reuniões entre os grupos proprietários em cada cidade, incluindo prefeitos e personalidades de seus governos e a MLS, vem sendo contantes nos últimos meses.

Tendo em conta a meta de Don Garber de contar com 24 equipes em 2022, existem somente 2 vagas disponíveis atualmente para serem disputadas entre as 3 cidades. Mas, não podemos nos esquecer de Miami, ainda que cada vez mais pareça estar mais distante a possibilidade de voltar a ter uma equipe da MLS.

Quando Beckham assinou seu contrato com o Galaxy, a MLS lhe concedeu uma cláusula que permitia adquirir uma franquia no futuro com custo reduzido assim que se retirasse da Liga. O inglês escolheu Miami como a cidade que abrigaria sua equipe, porém seu carisma não vem sendo o suficiente para convencer as autoridades locais à lhe ceder um espaço para a construção do estádio.

Recentemente Garber afirmou que sem um plano para o estádio, Miami não terá uma equipe.

Desta maneira, parece que 4 cidades disputam duas vagas e o melhor ainda é que isso será decidido antes de 2022. Uma corrida tão emocionante como as semifinais de um Mundial.

Para muitos, 24 equipes é um exagero e terão que ver como será o campeonato Argentino com 30 equipes no próximo ano.

Porém, o crescente interesse na MLS vem de tantos mercados ao redor do mundo, que no futuro é possível que veremos algo mais.

Segundo vários comentários de imprensa, a USL PRO – considerada como a 3ª divisão – aspira contar com 24 clubes para a temporada 2015, dos quais, metade pertencem ou têm afiliação com clubes da MLS. Mesmo assim, especula-se que a USL PRO irá solicitar junto a Federação de Futebol dos EUA em 2017, que a Liga receba o status de D2, ou Segunda Divisão.

Isso significa que a USL PRO ficaria acima da NASL e que seus laços com a MLS se estreitariam ainda mais. Assim então, com 24 equipes na que seria a segunda divisão e 24 na MLS, fica a pergunta: Haveria a possibilidade de se pensar em um sistema de ascenso e descenso que alguns fãs tanto pedem e que conhecemos de perto aqui no Brasil?

A expansão em termos de esportes americanos, é vista como o progresso de uma Liga. Talvez seja até o começo de uma nova potência a nível mundial em termos futebolísticos, porém, ainda existem muitos degraus à serem escalados para alcançar esse nível.

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